teste Conselho da EGR deve definir novo valor de pedágios até sexta-feira

Publicado em 28/09/2017

Conselho da EGR deve definir novo valor de pedágios até sexta-feira

Legenda: Aumento do Pedágio em São Paulo

Alegando defasagem de mais de 80% nos preços de base, a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) está na fase final de estudo dos novos preços nos pedágios das rodovias estaduais. Até sexta-feira (29), o Conselho de Administração da estatal pretende definir o valor na tarifa, que deve ser diferente nas 14 praças.

A informação é do presidente do conselho, Humberto Brandão Canuso. Segundo o engenheiro, os seis integrantes do colegiado realizaram duas reuniões em que discutiram todos os números que envolvem os pedágios — de volume de tráfego por trecho até custos de manutenção e obras futuras. Nesta semana, devem fechar a porcentagem de reajuste.

— Agora, vamos nos debruçar para definir praça a praça quais serão os valores — afirma Canuso.

Hoje, as tarifas variam de R$ 2,40 (em Campo Bom) a R$ 5,90 (na Serra), mas a maior parte dos pedágios — oito dos 14 — cobram R$ 5,20. Conforme o dirigente, o aumento vai levar em conta potencial de arrecadação e necessidade de investimentos, e descartou tarifa única — o que vai ocorrer nos novos pedágios das rodovias federais.

Ainda que o conselho da EGR seja autônomo, com poder de decidir o valor cobrado sem necessidade de passar por aprovação do Executivo ou do Legislativo, Canuso diz que, assim que o reajuste for definindo, o governador José Ivo Sartori e o secretário de Transportes, Pedro Westphalen, serão comunicados.

— Eles pediram que fizéssemos estudos, com razão, para justificar o aumento. É isso que vamos mostrar a eles. Se tiverem dúvidas, vamos respondê-las — aponta o engenheiro que foi cedido pela pasta dos Transportes para essa gestão da EGR.

Assim como o presidente da empresa pública já havia afirmado há um mês, Canuso disse que o reajuste será gradual, portanto, menor do que os 80% de defasagem. No entanto, evitou fazer projeções.

— Não posso falar em valores ainda. Mas está definido que vai subir, porque o estudo recomendou realinhamento tarifário, se não a EGR não se sustentará — concluiu.

A expectativa é de que os novos valores sejam praticados até o final do ano.

HISTÓRICO

  • Criada em 2012 pelo então governador Tarso Genro (PT), a EGR administra pontos que eram controlados pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) e por concessionárias cujos contratos chegaram ao fim e não foram renovados. 
  • No caso das três estruturas herdadas do Daer — R$ 2,40  (Campo Bom), R$ 3,60 (Passo Fundo) e R$ 4,80 (Portão) — as tarifas são as mesmas desde 2006. Nas outras 11, os valores foram reduzidos em 2013, quando a empresa pública passou a ser responsável pelas praças, e, segundo a EGR, voltaram ao patamar de 2007.
  • À época, a queda nos valores foi bem recebida pela população, mas havia dúvidas sobre o impacto da redução na capacidade de investimento da EGR. Integrantes do governo reconheceram que, se houvesse exigência de maior rapidez em obras de médio e longo prazo, seria necessário aumentar tarifas, o que nunca ocorreu.
  • De lá para cá, a pressão por melhorias estruturais cresceu tanto quanto as dificuldades da companhia para dar conta das reivindicações. Embora a empresa opere no azul e venha registrando lucro, seus diretores argumentam que o dinheiro é insuficiente para atender à demanda crescente.